Uma nova análise de dados do estudo clínico de fase III TEMSO sugere que o tratamento com Aubagio (teriflunomida) pode desacelerar de forma significativa a atrofia cerebral em pessoas com esclerose múltipla remitente recorrente (EMRR). A perda de volume cerebral é considerada um marcador importante da progressão da doença e está associada ao declínio neurológico e cognitivo desde os estágios iniciais da EM. Os resultados reforçam o papel da teriflunomida como uma opção terapêutica com impacto potencial além do controle da atividade inflamatória.
Avaliação da atrofia cerebral no estudo TEMSO
O estudo TEMSO avaliou a eficácia e a segurança do Aubagio em pacientes com EMRR ao longo de dois anos. Nesta análise específica, os dados de ressonância magnética foram reavaliados utilizando o método SIENA, uma técnica de imagem estrutural amplamente utilizada para medir mudanças no volume cerebral ao longo do tempo. O objetivo foi comparar a variação percentual do volume cerebral em relação à linha de base entre pacientes tratados com Aubagio nas doses de 14 mg e 7 mg e aqueles que receberam placebo.
A atrofia cerebral, medida por ressonância magnética, reflete processos patológicos destrutivos que afetam o sistema nervoso central na esclerose múltipla. Por isso, a avaliação longitudinal do volume cerebral tem se tornado um desfecho relevante em estudos clínicos da doença.
Resultados após 12 meses de tratamento
Após um ano de acompanhamento, os dados mostraram que a redução percentual média do volume cerebral foi menor nos grupos tratados com Aubagio quando comparados ao placebo. A diminuição média foi de 0,39% no grupo que recebeu 14 mg, 0,40% no grupo de 7 mg e 0,61% entre os pacientes que receberam placebo.
Em termos relativos, isso representou uma redução da atrofia cerebral de 36,9% para a dose de 14 mg e de 34,4% para a dose de 7 mg em comparação ao placebo. As diferenças observadas foram estatisticamente significativas, indicando um efeito consistente do tratamento na preservação do volume cerebral ao longo dos primeiros 12 meses.
Manutenção do efeito ao longo de dois anos
A análise também demonstrou que a diferença entre Aubagio e placebo foi mantida após 24 meses de acompanhamento. Nesse período, a redução percentual média mensal do volume cerebral foi de 0,90% para a dose de 14 mg, 0,94% para 7 mg e 1,29% no grupo placebo.
Comparado ao placebo, o tratamento com Aubagio resultou em uma redução de 30,6% na atrofia cerebral com a dose de 14 mg e de 27,6% com a dose de 7 mg. Esses achados reforçam a consistência do efeito ao longo do tempo e sugerem um impacto sustentado na progressão estrutural da doença.
Importância clínica da preservação cerebral na EM
A atrofia cerebral é reconhecida como um dos principais fatores associados à incapacidade neurológica e ao comprometimento cognitivo em pessoas com esclerose múltipla. Diferentemente de surtos clínicos, a perda de volume cerebral pode ocorrer de forma silenciosa, inclusive nos estágios iniciais da EMRR.
Segundo o Prof. Dr. Ludwig Kappos, chefe do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Basel, na Suíça, controlar ou prevenir a atrofia cerebral é um dos principais objetivos do tratamento da esclerose múltipla. Para ele, os dados do TEMSO contribuem para uma compreensão mais aprofundada dos efeitos potenciais da teriflunomida em pacientes com EMRR.
Segurança e perfil de eventos adversos
Além dos dados de eficácia, o estudo TEMSO também avaliou a segurança do Aubagio. A incidência de eventos adversos graves foi semelhante entre os pacientes tratados com teriflunomida e aqueles que receberam placebo, um achado consistente com resultados anteriores de estudos clínicos em esclerose múltipla.
Bill Sibold, chefe da área de esclerose múltipla da Genzyme, destacou que os resultados ampliam o conjunto de evidências disponíveis sobre o medicamento e reforçam o compromisso da empresa em aprofundar o conhecimento sobre os potenciais benefícios do tratamento para pessoas com EM.
A nova análise do estudo TEMSO indica que o Aubagio pode contribuir para a redução da atrofia cerebral em pacientes com EMRR ao longo de dois anos, um desfecho relevante no contexto da progressão da doença. A preservação do volume cerebral é considerada um objetivo estratégico no manejo da esclerose múltipla, com implicações diretas na função neurológica e cognitiva. Embora os dados não substituam a avaliação clínica individual, eles fortalecem a base científica sobre o papel da teriflunomida no tratamento da EMRR.
Com informações de Amigos Multiplos: https://amigosmultiplos.org.br/noticia/nova-analise-sugere-que-o-aubagio-teriflunomida-pode-retardar-atrofia-cerebral-em-pessoas-com-emrr/
Blog da Medicsupply — Informação confiável sobre saúde, medicamentos e inovação científica.
Medicsupply — Assessoria na Importação de Medicamentos
📱 (11) 5085-5856 | (11) 5085-5888
🌐 www.medicsupply.com.br
