EUA aprovam novo medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa

EUA aprovam novo medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa

Elinzanetant amplia alternativas terapêuticas para mulheres que não podem usar hormônios

As ondas de calor e os suores noturnos estão entre os sintomas mais comuns e incômodos da menopausa, afetando diretamente a qualidade de vida de milhões de mulheres. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou um novo medicamento não hormonal voltado especificamente para o controle desses sintomas, marcando um avanço relevante no tratamento da menopausa para pacientes que não podem ou não desejam recorrer à terapia hormonal.

O medicamento aprovado é o elinzanetant, que será comercializado sob o nome Lynkuet. Desenvolvido pela Bayer, o comprimido de uso diário recebeu sinal verde da FDA no dia 24 e deve chegar ao mercado norte-americano a partir de novembro. A nova terapia integra uma classe inovadora de medicamentos que atuam em mecanismos neurológicos relacionados à regulação da temperatura corporal.

Estima-se que até 80% das mulheres apresentem ondas de calor e suores noturnos durante a transição para a menopausa. Apesar da eficácia da terapia hormonal, seu uso é limitado em mulheres com histórico de doenças cardiovasculares ou câncer, especialmente câncer de mama, o que torna as opções não hormonais um campo prioritário de pesquisa e desenvolvimento.

Como o elinzanetant atua no controle das ondas de calor

O elinzanetant é um antagonista dos receptores de neuroquinina, desenvolvido para agir sobre os neurônios KNDy localizados no hipotálamo, região do cérebro responsável pela regulação da temperatura corporal. Durante a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio compromete a comunicação entre os ovários e esses neurônios, levando à sua hiperativação e ao surgimento das ondas de calor.

Especialistas descrevem esse processo como um “termostato com mau funcionamento”. Ao bloquear os receptores NK3, o medicamento reduz a frequência e a intensidade dos episódios vasomotores. Diferentemente de outras terapias semelhantes, o elinzanetant também bloqueia os receptores NK1, associados à regulação do sono, o que pode contribuir para a melhora dos distúrbios do sono frequentemente relatados por mulheres nessa fase da vida.

Além disso, acredita-se que a ação sobre esses receptores possa favorecer a dilatação dos vasos sanguíneos, auxiliando no resfriamento do corpo e potencializando o alívio dos sintomas.

Resultados clínicos mostram redução significativa dos sintomas

Os dados que sustentaram a aprovação pela FDA demonstram resultados expressivos. Em um ensaio clínico, mulheres tratadas com elinzanetant apresentaram uma redução superior a 73% na frequência diária de ondas de calor moderadas a graves após 12 semanas de uso. No grupo que recebeu placebo, a redução foi de 47%.

Os estudos também apontaram benefícios adicionais relacionados à qualidade do sono, um fator de grande impacto na saúde física e mental durante a menopausa. Embora especialistas ressaltem que a experiência no uso em larga escala ainda seja limitada, os resultados clínicos indicam um avanço consistente em relação às opções disponíveis.

Perfil de segurança e monitoramento recomendado

Em relação à segurança, o elinzanetant apresentou um perfil considerado favorável nos ensaios clínicos. Diferentemente do fezolinetant, outro medicamento não hormonal aprovado em 2023 que recebeu advertência da FDA por casos raros de lesão hepática, o elinzanetant não registrou elevações de enzimas hepáticas compatíveis com dano ao fígado durante os estudos.

Ainda assim, a FDA recomenda a realização de exames de função hepática antes do início do tratamento e após três meses de uso, como medida preventiva. Entre os efeitos colaterais relatados estão dor de cabeça, fadiga e dores articulares, geralmente de intensidade leve a moderada.

Custos e impacto no acesso ao tratamento

Segundo a Bayer, o custo de atacado do Lynkuet será de US$ 625 para um suprimento mensal de 30 dias. O valor pago pelas pacientes pode variar conforme a cobertura do seguro de saúde. A empresa informou que programas de copagamento poderão reduzir o custo mensal para cerca de US$ 25 em alguns casos.

Especialistas avaliam que a entrada de novos medicamentos dessa classe tende a aumentar a concorrência e contribuir para a redução dos preços ao longo do tempo, facilitando o acesso a tratamentos não hormonais eficazes.

Outras alternativas não hormonais para a menopausa

Atualmente, além do elinzanetant e do fezolinetant, o único medicamento não hormonal aprovado pela FDA especificamente para sintomas da menopausa é o Brisdelle, que contém paroxetina em dose reduzida. Outros fármacos, como a gabapentina, são utilizados de forma off-label para o alívio das ondas de calor.

A ampliação do número de terapias disponíveis é considerada essencial por especialistas, já que a frequência e a gravidade das ondas de calor têm sido associadas a maior risco de doenças cardiovasculares e demência, reforçando a importância de tratar esses sintomas com seriedade.

A aprovação do elinzanetant representa, portanto, um passo importante no cuidado à saúde da mulher, ao oferecer uma alternativa não hormonal eficaz e baseada em evidências científicas para o manejo dos sintomas da menopausa.

Com informações de: Folha de S.Paulo
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/10/eua-aprovam-novo-remedio-para-reduzir-ondas-de-calor-da-menopausa.shtml

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Augusto

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