BRUKINSA alcança 74% de SLP em seis anos na LLC sem tratamento prévio

BRUKINSA alcança 74% de SLP em seis anos na LLC sem tratamento prévio

Resultados apresentados no ASH confirmam benefício duradouro do zanubrutinibe e destacam novo degradador de BTK em investigação

Novos dados clínicos apresentados no Encontro Anual da American Society of Hematology (ASH) reforçam o papel do BRUKINSA® (zanubrutinibe) como uma das principais opções terapêuticas para pacientes com leucemia linfocítica crônica (LLC). Resultados de acompanhamento de longo prazo demonstram taxas sustentadas de sobrevida livre de progressão (SLP), além de um perfil de segurança consistente, tanto em pacientes sem tratamento prévio quanto em casos recidivados ou refratários. As evidências também destacam avanços no desenvolvimento do BGB-16673, um degradador de BTK ainda em investigação clínica.

Estudo SEQUOIA confirma benefício duradouro em pacientes virgens de tratamento

O estudo SEQUOIA, ensaio clínico global, multicêntrico e randomizado de fase 3, avaliou o BRUKINSA em comparação com bendamustina associada ao rituximabe em pacientes com LLC ou linfoma linfocítico pequeno sem tratamento prévio. Após mais de seis anos de acompanhamento, a taxa estimada de SLP alcançou 74% no grupo tratado com zanubrutinibe, frente a 32% no braço controle.

Após ajustes relacionados à pandemia de COVID-19, a SLP foi de 77% para o BRUKINSA, enquanto o regime comparador permaneceu em 33%. A sobrevida global em 72 meses também se manteve elevada, com 84% no grupo BRUKINSA e 80% no grupo controle. Em pacientes com deleção do cromossomo 17p, considerada uma alteração de alto risco, a SLP em seis anos foi de 64%, com sobrevida global de 83%.

Os dados reforçam a consistência do perfil de segurança do BRUKINSA, sem identificação de novos sinais adversos ao longo do acompanhamento prolongado.

Combinação com venetoclax amplia controle da doença

Outro braço do SEQUOIA avaliou a combinação de BRUKINSA com venetoclax em pacientes com ou sem alterações genéticas de alto risco, como del(17p) ou mutações TP53. Nessa população, a mediana de SLP ainda não foi alcançada, e a taxa de SLP em 36 meses foi de 87%.

Após o período de combinação, parte dos pacientes seguiu em monoterapia com BRUKINSA, mantendo taxas elevadas de doença residual mínima indetectável no sangue periférico. Esses resultados contribuíram para a recomendação do regime zanubrutinibe associado ao venetoclax como opção preferencial de primeira linha nas Diretrizes de Prática Clínica em Oncologia da NCCN para LLC e LLP.

Estudo ALPINE reforça vantagem em doença recidivada ou refratária

No cenário de LLC recidivada ou refratária, o estudo ALPINE comparou diretamente o BRUKINSA ao ibrutinibe. Com até seis anos de acompanhamento, os pacientes tratados com zanubrutinibe apresentaram mediana de SLP de 52,5 meses e taxa de SLP em 60 meses superior a 47%.

Além dos desfechos tradicionais, análises centradas no paciente demonstraram menor risco de piora sintomática associada à progressão da doença no grupo BRUKINSA. Sintomas como fadiga, náuseas, dor e insônia foram menos frequentes ou menos intensos em comparação ao ibrutinibe, reforçando a relevância clínica do perfil de tolerabilidade.

BGB-16673 mostra atividade promissora em pacientes fortemente pré-tratados

Dados iniciais do estudo CaDAnCe-101, que avalia o BGB-16673, um degradador de BTK em investigação, apontam respostas rápidas e duráveis em pacientes com LLC ou LLP recidivada ou refratária. A taxa de resposta global foi superior a 85%, chegando a mais de 94% na dose recomendada para fase 2.

Mesmo em pacientes previamente tratados com múltiplas classes terapêuticas, incluindo inibidores de BTK e BCL2, o BGB-16673 demonstrou atividade clínica relevante, com perfil de segurança considerado favorável até o momento.

Impacto clínico e perspectivas para o tratamento da LLC

Os dados apresentados no ASH reforçam o BRUKINSA como um inibidor de BTK com benefício clínico sustentado, tanto em pacientes com LLC sem tratamento prévio quanto em cenários de recaída ou refratariedade. As altas taxas de sobrevida livre de progressão, aliadas a um perfil de segurança consistente, consolidam o zanubrutinibe como referência terapêutica. Paralelamente, o avanço do BGB-16673 sinaliza uma nova etapa no tratamento de pacientes com doença avançada e resistência a terapias existentes, ampliando as perspectivas futuras na hematologia oncológica.

 

Com informações de Business Wire https://www.businesswire.com/news/home/20251208082031/pt

 

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Augusto

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