Terapia com inavolisib amplia controle do câncer de mama avançado com mutação PIK3CA

O tratamento do câncer de mama avançado hormônio receptor positivo e HER2 negativo continua a evoluir com o desenvolvimento de terapias-alvo direcionadas a alterações moleculares específicas. Entre essas alterações, a mutação no gene PIK3CA se destaca por sua alta prevalência e por estar associada à resistência à hormonioterapia. Nesse contexto, o estudo INAVO120 avaliou a eficácia da adição do inavolisib, um inibidor seletivo da via PI3K, à combinação padrão de palbociclibe e fulvestranto, trazendo novos dados relevantes para o manejo dessa população de pacientes.

Estudo INAVO120 e desenho metodológico

O INAVO120 foi um estudo clínico de fase 3, randomizado e duplo-cego, que incluiu pacientes com câncer de mama localmente avançado ou metastático, receptor hormonal positivo e HER2 negativo, portadoras de mutação de PIK3CA. Todas as participantes haviam apresentado progressão da doença durante a hormonioterapia adjuvante ou em até 12 meses após seu término.

A identificação da mutação de PIK3CA foi realizada por meio da análise de tecido tumoral ou de DNA tumoral circulante, sempre em laboratório certificado. As pacientes foram randomizadas na proporção de 1:1 para receber inavolisib ou placebo, ambos associados a palbociclibe e fulvestranto, seguindo esquemas padronizados de administração.

Perfil das pacientes incluídas

Entre janeiro de 2020 e setembro de 2023, o estudo recrutou 325 pacientes. A idade mediana foi de 54 anos, com predominância de mulheres na pós-menopausa. A população avaliada apresentava características de doença avançada, incluindo alta frequência de metástases viscerais e hepáticas, além de comprometimento de múltiplos órgãos em mais da metade dos casos.

Esse perfil reforça a relevância clínica dos resultados, uma vez que se trata de um grupo historicamente associado a pior prognóstico e maior necessidade de opções terapêuticas eficazes.

Resultados de eficácia e desfecho primário

O desfecho primário do estudo foi a sobrevida livre de progressão. A mediana alcançada no grupo tratado com inavolisib foi de 15 meses, comparada a 7,3 meses no grupo placebo. A redução do risco de progressão ou morte foi estatisticamente significativa, com hazard ratio de 0,43.

O benefício do inavolisib foi consistente em diferentes subgrupos, incluindo pacientes com ou sem metástases viscerais e aquelas com comprometimento hepático. Esses dados sugerem que a estratégia terapêutica mantém sua eficácia mesmo em cenários de maior carga tumoral.

Resposta tumoral e desfechos secundários

A taxa de resposta objetiva foi significativamente maior entre as pacientes que receberam inavolisib, alcançando 58,4%, enquanto no grupo placebo foi de 25%. Além disso, a duração mediana da resposta foi mais prolongada no braço experimental, reforçando a profundidade e a sustentabilidade do benefício clínico.

Embora os dados de sobrevida global ainda sejam considerados imaturos, foi observada uma tendência favorável ao grupo do inavolisib, indicando potencial impacto em desfechos de longo prazo.

Perfil de segurança e tolerabilidade

A análise de segurança demonstrou alta incidência de eventos adversos grau 3 e 4 em ambos os grupos, refletindo a intensidade do tratamento combinado. Neutropenia foi o evento mais frequente, seguida por mucosite, hiperglicemia e diarreia.

A hiperglicemia ocorreu com maior frequência em pacientes com índice de massa corporal acima de 30, destacando a importância do monitoramento metabólico durante o tratamento. Eventos que levaram à descontinuação definitiva do inavolisib foram pouco frequentes, assim como as reduções de dose, indicando um perfil de tolerabilidade considerado manejável no contexto da oncologia avançada.

O estudo INAVO120 atingiu seu desfecho primário e demonstrou que a adição do inavolisib à combinação de palbociclibe e fulvestranto resulta em ganho significativo de sobrevida livre de progressão em pacientes com câncer de mama avançado RH positivo e HER2 negativo com mutação de PIK3CA. Os resultados reforçam o papel da medicina de precisão na oncologia e ampliam as perspectivas terapêuticas para um grupo de pacientes com necessidade clínica não atendida.

Com informações de SBOC — https://app.sboc.org.br/sboc-review/terapia-a-base-de-inavolisib-em-cancer-de-mama-avancado-com-mutacao-pik3ca/

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Augusto

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