A gonadorelina é uma hormona sintética idêntica, em composição e ação, à gonadorelina produzida naturalmente pelo hipotálamo. A sua principal função é regular a atividade gonadal em homens e mulheres, estimulando a libertação de gonadotrofinas pela glândula pituitária, o que influencia diretamente a produção de hormonas sexuais. Na prática clínica, a gonadorelina é utilizada exclusivamente com finalidade diagnóstica, sendo uma ferramenta relevante na avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-gónadas.
O que é a gonadorelina e qual a sua função
A gonadorelina, também conhecida como hormona libertadora de gonadotrofinas, atua como um regulador central do sistema reprodutor. Ao ser administrada por via intravenosa, estimula a hipófise a libertar hormonas que controlam o funcionamento dos ovários e dos testículos. Esta resposta permite aos profissionais de saúde avaliar se uma disfunção hormonal tem origem periférica, hipofisária ou hipotalâmica.
Por esse motivo, a gonadorelina é amplamente utilizada em testes funcionais no contexto da endocrinologia diagnóstica, não sendo indicada para tratamentos de longo prazo.
Indicações diagnósticas da gonadorelina
O uso diagnóstico da gonadorelina permite distinguir diferentes tipos de disfunção gonadal e alterações do sistema hormonal central. As principais indicações incluem:
- Administração de uma dose única para diferenciar disfunção gonadal periférica de disfunção central.
- Utilização de doses múltiplas ou infusão controlada para distinguir disfunção hipofisária de disfunção hipotalâmica.
- Diagnóstico e acompanhamento de alterações do hipotálamo e da glândula pituitária em casos de tumores.
Essas aplicações fornecem informações clínicas importantes para a correta interpretação de distúrbios hormonais complexos.
Posologia e via de administração
Em adultos, a gonadorelina é administrada por injeção intravenosa em forma de bólus, na dose de 100 microgramas. Em crianças, a posologia é ajustada de acordo com a superfície corporal, sendo utilizada a dose de 60 microgramas por metro quadrado.
A via intravenosa é a única recomendada, pois permite uma resposta hormonal rápida e mensurável, essencial para a fiabilidade do teste diagnóstico.
Contraindicações e advertências
A gonadorelina é contraindicada em casos de hipersensibilidade conhecida à substância, bem como durante a gravidez e a lactação. Em mulheres em idade fértil, o teste pode induzir a ovulação, sendo recomendada a utilização de métodos contraceptivos durante os três dias seguintes à administração.
Em pacientes com tumores da glândula pituitária, a administração pode provocar hemorragia pituitária, exigindo monitorização rigorosa. Além disso, o uso da gonadorelina pode resultar em testes positivos em controlos de dopagem, um fator relevante no contexto desportivo.
Uso em insuficiência hepática e renal
Em situações de insuficiência hepática ou renal, a mesma dose de gonadorelina pode produzir um efeito mais intenso ou prolongado. Essas alterações devem ser consideradas na interpretação dos resultados, uma vez que o metabolismo e a eliminação da hormona podem estar comprometidos.
Interações medicamentosas
Diversos medicamentos podem interferir nos resultados do teste com gonadorelina. Fármacos que afetam a secreção de gonadotrofinas, como hormonas sexuais e alguns anti-inflamatórios, podem alterar a resposta hormonal. A libertação de gonadotrofinas pode ser aumentada por substâncias como a espironolactona e a levodopa, enquanto pode ser reduzida por fenotiazinas, antagonistas da dopamina e digoxina.
Em pacientes com adenoma pituitário, foram descritos casos isolados de sintomas neurológicos transitórios e hemorragia da glândula pituitária após a administração.
Uso durante a gravidez
Durante a gravidez, a administração de gonadorelina está formalmente contraindicada. Além disso, o teste não fornece resultados diagnósticos úteis nesse período, não devendo ser realizado.
A gonadorelina desempenha um papel fundamental no diagnóstico endocrinológico, permitindo avaliar com precisão a função gonadal e o eixo hipotálamo-hipófise. Através da sua administração controlada, é possível identificar a origem de diversas disfunções hormonais e apoiar o diagnóstico de alterações associadas ao sistema hormonal central. Devido aos seus efeitos fisiológicos e potenciais riscos, o seu uso deve ocorrer exclusivamente sob supervisão médica especializada.
Com informações de Vademecum: https://www.vademecum.es/republica-de-corea/medicamento/20006653/relefact-lh-rh-solution-for-injection-100-g-ml
Blog da Medicsupply — Informação confiável sobre saúde, medicamentos e inovação científica.
Medicsupply — Assessoria na Importação de Medicamentos
📱 (11) 5085-5856 | (11) 5085-5888
🌐 www.medicsupply.com.br
