Estudo observacional aponta redução de 23% na mortalidade com Erleada e reforça o papel das evidências do mundo real na oncologia
O tratamento do câncer de próstata metastático sensível à castração tem evoluído de forma consistente nos últimos anos, impulsionado pela introdução de novas terapias hormonais e pelo uso crescente de dados provenientes da prática clínica real. Nesse cenário, evidências recentes sugerem que o Erleada (apalutamida) pode apresentar uma vantagem em sobrevida quando comparado ao Xtandi (enzalutamida), duas opções consolidadas e recomendadas pelas diretrizes internacionais.
Dados do mundo real analisados em um estudo revisado por pares, publicado na revista Advances in Therapy, indicaram uma redução de 23% na mortalidade em até 24 meses entre pacientes tratados com Erleada, em comparação com aqueles que receberam Xtandi. A análise foi conduzida em um ambiente clínico de rotina, refletindo populações mais heterogêneas do que aquelas geralmente incluídas em ensaios clínicos controlados.
Resultados refletem a prática clínica fora dos ensaios controlados
De acordo com o oncologista clínico Dr. Mehmet Bilen, líder da pesquisa, os achados ajudam a compreender como essas terapias se comportam em contextos reais, nos quais os pacientes frequentemente apresentam múltiplas comorbidades, utilizam diferentes medicações concomitantes e recebem cuidados em variados ambientes assistenciais.
O especialista destacou que tanto o Erleada quanto o Xtandi são tratamentos aprovados e respaldados por diretrizes para o câncer de próstata metastático sensível à castração. No entanto, a ausência de comparações diretas em ensaios clínicos randomizados torna as evidências do mundo real uma fonte complementar importante para apoiar decisões terapêuticas.
Evidências do mundo real ganham espaço na oncologia
Ensaios clínicos continuam sendo fundamentais para estabelecer eficácia e segurança de novos medicamentos, mas seu desenho controlado pode limitar a representatividade dos pacientes atendidos na prática diária. As evidências do mundo real, por outro lado, permitem avaliar resultados em populações mais amplas e diversas.
Com o avanço dos prontuários eletrônicos e o uso de ferramentas de análise baseadas em inteligência artificial, esses dados tornaram-se mais robustos e confiáveis. Segundo Bilen, essa evolução amplia a capacidade de personalizar o tratamento e compreender melhor os desfechos clínicos em diferentes cenários, especialmente na ausência de estudos comparativos diretos.
Impacto nas decisões de tratamento e escolha terapêutica
Embora a redução de 23% na mortalidade observada com Erleada seja um dado relevante, especialistas reforçam que os resultados não indicam uma mudança automática na prática clínica. A escolha do tratamento deve permanecer centrada no paciente, considerando aspectos como perfil clínico, comorbidades, interações medicamentosas, tolerabilidade e preferências individuais.
Esses dados podem, no entanto, enriquecer as discussões entre pacientes e equipes de saúde, especialmente na definição de terapias de primeira linha ou na reavaliação de estratégias em casos específicos, como progressão precoce da doença ou dificuldades de tolerância ao tratamento em curso.
Diferenças nos perfis de efeitos colaterais influenciam a escolha
Além da eficácia, os perfis de segurança e o impacto na qualidade de vida são fatores determinantes na seleção do tratamento. Cada inibidor da via do receptor de androgênio apresenta características próprias.
O Erleada pode estar associado a erupções cutâneas, geralmente descritas como manejáveis. O Xtandi tende a apresentar maior incidência de efeitos relacionados ao sistema nervoso central, como fadiga e alterações cognitivas. Já o Zytiga (acetato de abiraterona), outra opção utilizada nesse cenário, exige o uso concomitante de corticosteroides e monitoramento laboratorial frequente.
Essas diferenças reforçam a importância de uma abordagem individualizada, equilibrando eficácia clínica, segurança e qualidade de vida.
Caminhos futuros para a personalização do tratamento
A incorporação crescente de evidências do mundo real tende a moldar o futuro do tratamento do câncer de próstata. Essas análises permitem avaliar o desempenho das terapias em populações historicamente sub-representadas nos ensaios clínicos e integrar fatores como genômica, comorbidades e determinantes sociais da saúde.
Especialistas apontam que essa combinação de dados pode contribuir para um tratamento oncológico mais equitativo, preciso e alinhado às necessidades individuais dos pacientes, fortalecendo a tomada de decisão compartilhada entre médicos e pacientes.
Com informações de CURE Today —https://www.curetoday.com/view/erleada-may-be-a-new-standard-of-care-for-some-with-prostate-cancer
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