A farmacêutica brasileira Biomm anunciou um acordo exclusivo com a biofarmacêutica indiana Lupin Limited para a distribuição e comercialização do medicamento Pegfilgrastim no Brasil. O biológico é indicado para reduzir a neutropenia em pacientes submetidos à quimioterapia, condição caracterizada pela diminuição de glóbulos brancos e que aumenta significativamente o risco de infecções graves.
A parceria fortalece a estratégia das duas empresas de ampliar o acesso a medicamentos biotecnológicos e reforçar o tratamento de suporte em oncologia no mercado brasileiro.
Pegfilgrastim e o tratamento da neutropenia
A neutropenia é um dos efeitos adversos mais comuns em pacientes submetidos à quimioterapia. A condição ocorre quando há redução significativa dos neutrófilos, um tipo de glóbulo branco fundamental para a defesa do organismo contra infecções.
O Pegfilgrastim pertence à classe dos fatores estimuladores de colônias de granulócitos, conhecidos como G-CSF. Esses medicamentos atuam estimulando a medula óssea a produzir neutrófilos, contribuindo para a recuperação do sistema imunológico durante o tratamento oncológico.
Na prática clínica, o uso desse biológico pode ajudar a:
- Reduzir o risco de infecções associadas à neutropenia
- Diminuir atrasos ou interrupções no tratamento quimioterápico
- Permitir a manutenção das doses planejadas da terapia antineoplásica
Por esse motivo, o medicamento é amplamente utilizado como estratégia profilática em pacientes com maior risco de desenvolver neutropenia induzida pela quimioterapia.
Parceria estratégica entre Biomm e Lupin
O acordo firmado entre Biomm e Lupin Limited prevê a distribuição e comercialização do Pegfilgrastim em todo o território brasileiro. A iniciativa busca ampliar a disponibilidade do medicamento e fortalecer a presença das duas empresas no segmento de biotecnologia.
A CEO da Lupin, Vinita Gupta, destacou a importância da colaboração para ampliar o acesso a terapias biológicas.
Segundo a executiva, a parceria reforça o compromisso da companhia em oferecer opções biológicas mais acessíveis aos pacientes e contribuir para reduzir o impacto da doença.
Para a Biomm, o acordo representa mais um avanço na expansão de seu portfólio de medicamentos biotecnológicos.
O CEO da companhia, Heraldo Marchezini, afirma que a oncologia ocupa posição estratégica dentro das prioridades da empresa.
De acordo com o executivo, ampliar o acesso a terapias modernas é fundamental para melhorar os recursos disponíveis no tratamento do câncer e contribuir para a qualidade de vida dos pacientes.
Crescimento do mercado de G-CSF no Brasil
O Pegfilgrastim está inserido em um segmento que apresenta crescimento relevante no mercado farmacêutico brasileiro. Dados da consultoria IQVIA indicam que o medicamento registrou aumento de aproximadamente 35% nos últimos 12 meses.
No mesmo período, as moléculas recombinantes da classe G-CSF utilizadas na profilaxia da neutropenia movimentaram cerca de R$ 196 milhões em receita no país.
Principais moléculas utilizadas no tratamento profilático da neutropenia
Entre os medicamentos mais utilizados dessa classe estão:
- Filgrastim
- Pegfilgrastim
- Lipegfilgrastim
Esses biológicos desempenham papel importante no suporte ao tratamento oncológico, ajudando a reduzir complicações relacionadas à imunossupressão causada pela quimioterapia.
O crescimento desse mercado também acompanha a expansão da oncologia e o avanço de terapias biológicas e biossimilares no Brasil.
Impacto da biotecnologia no tratamento oncológico
O avanço da biotecnologia tem ampliado as possibilidades terapêuticas no tratamento do câncer. Medicamentos biológicos como o Pegfilgrastim desempenham papel importante na chamada terapia de suporte, que busca minimizar efeitos adversos e garantir maior segurança durante o tratamento.
Com o aumento da disponibilidade desses medicamentos, especialistas apontam que pacientes podem ter maior estabilidade clínica ao longo das etapas da quimioterapia.
A incorporação de biológicos no mercado brasileiro também contribui para ampliar as opções terapêuticas disponíveis em diferentes contextos do tratamento oncológico.
A parceria entre Biomm e Lupin Limited representa um novo passo na expansão do mercado de medicamentos biotecnológicos no Brasil. A distribuição nacional do Pegfilgrastim amplia as opções disponíveis para o manejo da neutropenia em pacientes submetidos à quimioterapia.
Além de fortalecer o portfólio da Biomm, o acordo acompanha o crescimento do mercado de fatores estimuladores de colônias de granulócitos no país.
Com o avanço da biotecnologia e a crescente demanda por terapias de suporte em oncologia, iniciativas desse tipo tendem a desempenhar papel relevante na ampliação do acesso a tratamentos modernos no sistema de saúde brasileiro.
Com informações de Biomm — https://biomm.com
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