Tafenoquina é o primeiro novo profilático aprovado em 18 anos
A FDA aprovou os comprimidos de Arakoda, à base de tafenoquina, para a prevenção da malária em adultos com 18 anos ou mais. Segundo a 60 Degrees Pharmaceuticals, trata-se do primeiro agente profilático aprovado para essa indicação em mais de 18 anos.
A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida pela picada do mosquito Anopheles. A profilaxia é considerada estratégia fundamental para reduzir o risco de infecção em viajantes e em populações expostas a áreas endêmicas.
Mecanismo de ação da tafenoquina
O Arakoda pertence à classe das 8-aminoquinolinas e é quimicamente derivado da primaquina.
A tafenoquina atua inibindo a polimerização da hematina e induzindo morte apoptótica do parasita. De acordo com os dados divulgados, o medicamento apresenta atividade contra todos os estágios das espécies de Plasmodium.
Estudos in vitro também indicaram que o fármaco provoca encolhimento dos glóbulos vermelhos.
Esquema de administração na prevenção da malária
O regime posológico do Arakoda inclui três etapas:
Regime de carga
Dose diária administrada por três dias antes da viagem para área endêmica.
Manutenção semanal
Dose semanal durante a permanência em região com risco de malária.
Profilaxia terminal
Dose única na semana seguinte à saída da área endêmica.
O medicamento será disponibilizado em comprimidos de 100 mg, em cartelas blister com oito unidades.
Ensaios clínicos que embasaram a aprovação
A aprovação do Arakoda foi baseada em mais de 21 ensaios clínicos envolvendo mais de 3.100 pacientes.
Ensaio 1
- Total de participantes: 123
- Eficácia protetora: 73,3%
- Intervalo de confiança de 98,3%: 54,0% a 84,5%
- Comparação com placebo
Ensaio 2
- Total de participantes: 187
- Eficácia protetora: 71,3%
- Intervalo de confiança de 98,75%: 55,8% a 81,4%
- Comparação com placebo
Os resultados demonstraram eficácia significativa na prevenção da malária quando comparado ao placebo.
Perfil de segurança e contraindicações
Os eventos adversos mais comuns associados ao Arakoda incluíram:
- Dor de cabeça
- Tontura
- Dor nas costas
- Diarreia
- Náusea
- Vômito
- Aumento da ALT
- Insônia
- Depressão
- Sonhos anormais
- Ansiedade
Antes da prescrição, é obrigatório testar os pacientes para deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). O medicamento é contraindicado em indivíduos com deficiência confirmada de G6PD ou com status desconhecido, devido ao risco de complicações hematológicas.
A aprovação do Arakoda pela FDA amplia as opções para prevenção da malária em adultos e marca a primeira aprovação de um novo agente profilático em quase duas décadas. Com eficácia demonstrada em ensaios clínicos e esquema de administração estruturado para viajantes e pessoas expostas a áreas endêmicas, a tafenoquina reforça o arsenal preventivo contra a doença.
A necessidade de testagem prévia para deficiência de G6PD destaca a importância da avaliação médica antes do uso. A decisão regulatória representa avanço relevante na prevenção da malária em adultos.
Com informações de EMPR — https://www.empr.com/home/news/arakoda-approved-for-the-prevention-of-malaria/
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