Escassez de mefloquina afeta prevenção da malária

A escassez de mefloquina em Portugal, registada no início de maio de 2018, trouxe preocupação para viajantes que se preparavam para deslocações a regiões onde a malária é endémica. O medicamento, usado na profilaxia da malária, esgotou nas farmácias e, segundo o Infarmed, a reposição do stock não seria possível antes de 27 de julho. O cenário coincidiu com um dos períodos de maior procura por consultas do viajante, quando muitos portugueses organizam férias para destinos em África, Ásia e América Latina.

Rutura de stock atinge medicamento usado na profilaxia da malária

A falta de mefloquina afetou diretamente um dos principais fármacos usados na prevenção da malária em viajantes. De acordo com o Infarmed, a substância encontrava-se em rutura de stock e a previsão de reposição apontava apenas para o final de julho. Durante esse intervalo, a autoridade nacional do medicamento informou que avaliava alternativas para abastecer o mercado, incluindo a possibilidade de recorrer a países onde o produto ainda estivesse disponível.

A medida em análise incluía uma autorização de utilização especial para responder à fase de escassez. Após a divulgação do caso, o Infarmed acrescentou ainda que a empresa responsável pela Autorização de Introdução no Mercado da mefloquina tinha sido contactada para procurar soluções em mercados alternativos.

Esse desabastecimento ganhou ainda mais relevância por ocorrer numa altura de elevada procura. Maio e junho costumam concentrar um grande número de atendimentos nos centros de consulta do viajante, com pessoas que procuram orientação antes de embarcar para destinos tropicais e subtropicais.

Alternativas existem, mas nem sempre atendem todos os perfis

Apesar da ausência da mefloquina, o Infarmed destacou a existência de uma alternativa terapêutica na principal indicação do medicamento: a combinação Atovaquona + Proguanilo. Segundo o organismo, essa opção podia ser utilizada e não apresentava ruturas notificadas no período.

Na prática, isso significava a possibilidade de substituição pelo Malarone em parte dos casos. Ainda assim, a alternativa não era considerada adequada para todos os perfis de viajantes. O texto informa que o medicamento não é recomendado para grávidas e crianças, além de não poder ser usado em estadias superiores a um mês.

Limitações das alternativas disponíveis

Outra possibilidade citada foi o uso do antibiótico doxiciclina em determinadas situações. Mesmo com essas opções, o diretor clínico do Centro de Consultas do Viajante do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Carlos Araújo, destacou a importância do Mephaquin no contexto da profilaxia da malária e da rotina de aconselhamento ao viajante.

Diferença de custo pesa na escolha do tratamento preventivo

A escassez de mefloquina também trouxe impacto financeiro. Segundo as informações publicadas, uma caixa de Mephaquin com 8 comprimidos, suficiente para dois meses de tratamento, custava cerca de 6 euros. Já uma embalagem de Malarone com 12 unidades, indicada para 12 dias, chegava aos 35 euros.

Essa diferença de preço ampliou a preocupação entre viajantes, especialmente aqueles com permanência mais longa em áreas de risco. Além da questão clínica, a indisponibilidade da mefloquina alterou o custo da prevenção da malária, tornando o acesso ao tratamento profilático mais oneroso em alguns casos.

Uso em situações de emergência durante viagens

O Mephaquin também costumava ser recomendado para compor a mala de viagem em situações de emergência, sobretudo quando houvesse risco de falta de assistência médica adequada nas primeiras 24 horas. Para esse uso, no entanto, já existiam alternativas disponíveis em Portugal, como o Airalan.

Contexto reforça relevância da prevenção contra a malária

A malária continua a representar um problema importante de saúde pública em várias partes do mundo. A doença é endémica em regiões tropicais e subtropicais, incluindo grande parte da África subsariana, áreas da Ásia e da América Latina, e é transmitida pela picada de mosquitos.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde citados na reportagem, em 2016 foram registados 216 milhões de casos de malária, com 731 mil mortes associadas. Esses números ajudam a dimensionar a importância da profilaxia da malária para viajantes que seguem para áreas com transmissão ativa.

O problema relatado não era exclusivo de Portugal, mas afetava de forma particularmente sensível o mercado português. De acordo com a reportagem, não havia memória de uma quebra de abastecimento tão grave, com previsão de pelo menos três meses sem disponibilidade do medicamento nas farmácias.

A falta de mefloquina em Portugal expôs a vulnerabilidade do abastecimento de um medicamento importante para a profilaxia da malária. Embora existissem alternativas terapêuticas, elas não respondiam de forma uniforme às necessidades de todos os viajantes e ainda implicavam custo mais elevado em muitos casos. O episódio também reforçou a relevância do planeamento prévio em viagens internacionais para regiões endémicas, especialmente quando a prevenção depende de vacinas e medicamentos com oferta limitada no mercado.

Com informações de VISÃO Saúde — https://visao.pt/visaosaude/2018-05-25-medicamento-para-prevenir-a-malaria-esta-esgotado-em-portugal/

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Eloiza M8K

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